sábado, 16 de maio de 2026

29 DE JANEIRO 2026

Jô Tauil ____________________________ E toda a dor que fiz morada no meu peito ardente, As noites que passei sonhando com teus lábios de carmim, E o pranto amargo que chorei quando disseste: “É o fim”. Devolvo a ti os beijos loucos que me deste em segredo, As juras sussurradas no silêncio e no degredo, O amor que me matou de tanto amar sem ter razão, E os cacos todos deste sonho feito só de ilusão. Devolvo a ti minha alma em frangalhos, despedaçada, A febre que me consumiu numa paixão desenfreada, Os versos todos que escrevi com sangue e com loucura, E o grito que ficou preso na garganta, sem ventura. Devolvo a ti o meu desejo, esse veneno que me mata, A saudade que me queima e que sempre me maltrata… As lágrimas que molharam meu travesseiro sem conforto, E a solidão que me acompanha como sombra nesse desconforto… Devolvo a ti tudo o que fomos nesse amor sem esperança, E fico apenas com a dor desta cruel lembrança, Com este vazio imenso que me habita, negro e infindo, E com a certeza triste de que morro te sentindo. Marilândia

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