sábado, 16 de maio de 2026

7 DE FEVEIRO

ô Tauil ___________________________ Vou pelos dias frios, com sorriso de estação, Fingindo que não arde este fogo tão interno, Que me consome toda em doce desolação. Ninguém saberá nunca o quanto sofro e peno, Nem verá nas minhas mãos o tremor da paixão, Guardo em cofre de sombra este segredo obsceno, De amar-te sem ter direito, sem ter permissão. Enquanto o mundo passa alheio ao meu tormento, Sorrio aos que me olham com falsa serenidade, E vou tecendo a mentira de cada momento. Mas quando a noite chega e fico a sós comigo, Desmorona-se o disfarce, cai a falsidade, E choro este amor maldito que trago num abrigo… Ah, se pudesses ver além desta aparência, Se adivinhasses tu o que guardo em segredo, Verias que morro aqui nesta cruel ausência, Que me finjo serena quando tremo de medo. Dissimular é morrer um pouco a cada instante, É renegar o próprio coração que sangra, É ser de dia pedra e de noite amante. Marilândia

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