16 de março
“Você é… está e chora!” Jô Tauil ___________________________ E eu, que te ouço, morro de silêncio, Sou a vela que arde e que devora A própria luz num lúgubre incêndio. Sou a mulher que ama e que implora Aos céus vazios o teu nome imenso, Sou a ferida aberta a qualquer hora, O grito mudo, o beijo suspenso. Tu passas tristonho,indiferente e belo, Como a lua que dorme sobre o gelo Sem saber que me mata o teu olhar. E eu fico aqui, desfeita e consumida, Com esta alma de brasa, mal vivida, À espera de quem nunca há de chegar. Que importa o mundo? Que importa a vida? Se o amor que sonhei foi só miragem, Sou a rosa mais bela, a mais perdida, A que floriu sozinha na sombria passagem. Marilândia

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