12 DE FEVEREIRO
Jô Tauil ____________________________ Levo comigo os destroços de uma alma dividida, Como rio que se perde em águas sem regresso, Entrego ao mar profundo todo o meu excesso. Navego entre as sombras de um amor que foi meu, Rasgando o próprio peito contra o amargo véu, Que separa os vivos dos mortos sentimentos, E arrasta minha barca pelos quatro ventos. Que importa se naufrago neste mar sem fim, Se já não tenho porto que me chame a mim? Sou apenas espuma que se desfaz na areia, Sou a lua que mingua quando a noite se torna candeia… Deságuo minha vida em lágrimas de sal, Bebo do cálice amargo deste amor fatal, E agora sigo à deriva, sem leme nem farol, Queimada pelo fogo de um ausente sol. Ó mar que me recebes nesta hora derradeira, Guarda em teu silêncio minha dor inteira, Que eu deságuo em ti como quem se entrega, Como quem morre ao vento e à luz se cega. Marilândia

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