sábado, 16 de maio de 2026

15 DE FEVEREIRO

__________________________ As dores que guardei em mim silentes, Vão-se fazendo cinza, vão morrendo, Como brasas que o vento vai colhendo. Trago nas mãos o peso do que foi, O sonho que uma vez se me roubou, E neste peito, em solidão tão vasta, Apenas resta o eco que me basta. Quisera ser como a onda do oceano, Que morre e nasce em infinito engano, Mas sou apenas pedra no caminho, Vestida de saudade e de espinho. Ah, quem me dera ter a liberdade De romper estas grades de ansiedade! Mas fico aqui, cativa do destino, Com o coração de vidro e cristalino. E quando a noite vem com seu manto negro, Procuro em vão um pouco de sossego, Mas só encontro a sombra do que amo, E neste amor tão solitário eu me derramo. Marilândia

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