sábado, 16 de maio de 2026

10 DE FEVEREIRO

_____________________________ Caminho só, em solidão profunda, Livre das vãs e tolas confianças Que o coração em ilusões afunda. Não mais espero o que jamais virá, Nem sonho sonhos que me fazem presa, A alma, enfim, serena respirará Longe da dor duma esperança acesa. Cansei de erguer castelos sobre a areia, De ver desmoronar o que construo, Minha alma nua, sem mentira, alheia Às falsas luzes que me levam a um recuo… Prefiro a dor que sabe o que contém, À doce mentira que me engana, Que a vida siga o curso que mantém Sem a ilusão que me conduz à chicana… Assim caminho, leve e acalentada, Sem o fardo cruel de vãs quimeras, A alma liberta, enfim, desencantada, Das ilusórias e falazes fronteiras. Marilândia

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