COSTURANDO DIA 31 OUTUBRO
"Rompendo a casca da alma tão dormente" Jô Tauil ________________________ Desfaço os nós que o tempo me deixou, E busco, entre os escombros do presente, A chama que um dia em mim brilhou. Desperto desse sono tão profundo, Sopro as cinzas de uma antiga dor, E vou desafiando o próprio mundo, Na insensatez sublime de sonhar amor. Há dentro de mim um grito aprisionado, Um mar de sensações por navegar, Um coração que, mesmo machucado, Ainda guarda estrelas no olhar. Não quero ser refém da despedida, Nem flor esquecida em algum jardim, Quero colher os sonhos desta vida, E descobrir o que restou de mim. Que venha o sol rasgando a madrugada, Que venha o amor, em sua imensidão, Pois mesmo sendo a alma tão marcada, Nunca morre em mim a sede de paixão. Marilãndia

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