28 OUTUBRO
Jô Tauil ______________________ Mesmo que o destino nos condene a sofrer, Mesmo que a vida nos ensine a chorar, Mesmo que amar seja morrer sem morrer. Que eu seja a loucura que te busca em segredo, A chama que arde sem nunca se apagar, O verso que nasce do mais doce degredo, E a lágrima que insiste em teu peito morar. Quero-te assim, sem limites, sem medida, Como a noite deseja o luar derradeiro, Como a flor que se entrega, por amor, à própria vida, Como o mar que se ajoelha ante o céu por inteiro. Se amar-te é pecado, que eu seja culpada, Se amar-te é abismo, que eu perca o chão, Prefiro a dor de uma alma apaixonada À paz sem teu nome dentro do coração. E quando o tempo apagar minha passagem, E a morte vier meu silêncio reclamar, Levarei teu amor como última bagagem, Pois nem a própria morte há de nos separar. Marilândia

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