COSTURANDO 26 OUTUBRO
"Pelo poder, pela posse, pela polivalente palavra" Jô Tauil ____________________________________ Ergue-se o homem vaidoso, feito rei de uma lavra... Traz no peito uma coroa, nos seus gestos, arrogância, E vende a própria alma por migalhas de importância. Pelo ouro e pela glória, faz do povo o seu tabuleiro, Move as peças da esperança como um falso justiceiro... Promete um reino encantado, com fartura e liberdade, Mas constrói, com mãos ligeiras, muralhas de falsidade. No sertão, porém, há um cabra que não teme assombração, Tem a seca por mestra e a coragem por brasão... Ri da pompa dos poderosos, desmascara o fanfarrão, Pois conhece os mil disfarces que se escondem na ambição. A palavra é uma espada, tanto fere quanto cura, Pode erguer um povo inteiro ou sepultá-lo na amargura... Quem a usa por justiça faz da língua um estandarte, Quem a vende por vantagem faz da honra uma outra arte. E se o poder tem castelos, a verdade tem seu chão, Onde o pobre planta a vida com teimosia e paixão, Pois no teatro deste mundo, entre o sagrado e o profano, Vale mais um homem justo que um império soberano. Marilãndia

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial