sábado, 16 de maio de 2026

31 DE JANEIRO 2026

“Me ensina que morrer é, enfim, parar de te inventar” Jô Tauil ___________________________ Deixar que o sonho adormeça no leito da memória, Que já não há mais lágrimas para derramar, Nem páginas em branco para escrever minha história. Me ensina que morrer é render-me ao silêncio, Despir a alma das vestes do teu nome, É aceitar que o amor foi só um presságio, Um fogo que ardia mas que já não me consome. Me ensina que morrer é desaprender-te inteira, Apagar cada gesto, cada olhar, cada estrela, É fazer do teu rosto uma sombra passageira, Uma névoa que o temp o dissolve e cancela. Me ensina que morrer é libertar-me das correntes, Deste amor que me prende em doce agonia, É deixar que o vento leve os sonhos ardentes, E aceitar que não és meu, nem nunca serias. Me ensina, enfim, que morrer é renascer sem ti, É encontrar na dor a chave da minha liberdade, É finalmente compreender que sempre te perdi, E que viver é aceitar esta cruel insanidade. Marilândia

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