segunda-feira, 2 de novembro de 2026

2 de novembro

“O que não consigo arrancar…” Jô Tauil ________________________ É essa saudade que me rasga sem piedade, Esse amor que, mesmo morto, vive insuspeito Feito chama que desafia a eternidade. É essa lembrança que me invade sorrateira, E faz da minha alma um jardim de solidão, Onde floresce uma paixão derradeira, Regada pelas lágrimas do coração. Não consigo arrancar teus olhos dos meus sonhos, Nem apagar teus passos da minha estrada, São tantos os desejos, tão tristes, tão medonhos, Que trago a alma em chamas, de amor aprisionada. E quanto mais procuro esquecer o que vivemos, Mais fundo em mim se enraíza essa paixão, Somos dois destinos que jamais esqueceremos, Um amor condenado a própria imensidão. E se o tempo há de levar tudo o que fomos, Que leve a vida, os sonhos e a razão; Mas não me peça que arranque o que somos, Pois teu amor criou raízes na minha solidão. Marilândia

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