sexta-feira, 3 de julho de 2026

COSTURANDO POESIA

“O poeta que ela busca já não existe” Jô Tauil _________________________ Morreu de tanto sonhar o im_possivel. Deixou nos lírios a voz que lhe vestia, E às tardes confiou seu pranto in_visível. Agora o vento soletra o seu nome Nas folhas pálidas dos salgueiros em flor; E a lua, viúva de antigas promessas, Acende estrelas sobre a cinza da dor. Ela percorre jardins sem memória, Colhendo perfumes que o tempo esqueceu; Beija as ruínas das velhas quimeras, Como quem chama um adeus que morreu. Mas todo amor renascido em saudade Faz da ausência um altar de luar; E os mortos, quando amaram verdadeiramente, Nunca terminam de nos visitar. Talvez o poeta habite o silêncio, Vestido de névoa, de rosas e céu… E ela descubra, chorando baixinho, Que ele vive inteiro… dentro do amor que perdeu. Marilândia

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