sábado, 27 de junho de 2026

COSTURANDO POESIA

Nos Véus do Inefável "E os véus de templos já me acariciam" Jô Tauil _______________________________________ Como mãos de luar ungindo a minha fronte, Há preces de silêncio que em mim principiam, Feitas de eternidade e de horizonte. Sob a minh'alma em lírios de brancura, Bebendo a paz das estrelas ajoelhadas; Deixo na terra a última amargura, Como folhas de outono pelas estradas. Quem me chama? Que voz de amor me espera No átrio azul onde o tempo já não passa? Talvez a própria Morte, doce quimera, Vestida de ternura, abrindo a graça... Quero dormir no colo do Mistério, Onde Deus borda os sonhos com jasmins; Fazer do coração um incensário etéreo, Perfumando de luz os meus jardins. E se meu nome o vento ainda murmura, Que seja como um salmo sobre o chão... Pois levo, entre as mãos, a eterna formosura: Teu amor... e o Divino Criador... dentro do coração. Marilândia

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