COSTURANDO 16 DE JULHO
Jô Tauil ______________________ Há contas exatas, mas não há desatino. E eu prefiro a vertigem ao cálculo frio, O abismo dourado onde teu nome é destino. Que importa se a razão me chama in_sensata Se é tua ausência quem governa o meu viver? Toda a prudência é cinza que se desfaz Quando teus olhos me ensinam a renascer. Amei-te sem mapas, sem astros, sem porto, Como ama o mar a lua in_alcançável, Como a rosa oferece o perfume ao vento Sem perguntar se o instante é durável. Se amar é perder-se, bendita a derrota, Pois só quem se perde encontra a eternidade. Meu coração fez do im_possível morada, E da saudade, um templo de claridade. Que a vida sorria dos meus desvarios: Nunca o amor coube nas mãos da razão. Ele é chama, é prece, é lágrima e delírio, E só vive inteiro no in_finito do coração. Marilândia

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial