COSTURANDO 18 DE JULHO
Jô Tauil ______________________ Ardendo como astros que ninguém pode alcançar. Tua voz é o vinho que minha alma tanto ama, E em teus silêncios volto sempre a naufragar. Trazes nos olhos a noite e a madrugada, Misturando o infinito ao perfume da ilusão… Cada carícia é uma estrela desfolhada, Caindo, lenta, sobre o meu pobre coração. Se amar é perder-se, perdi-me por inteiro, Sem receio do abismo ou da dor que há de vir, Pois quem bebe do amor bebe um céu verdadeiro, Mesmo sabendo que também pode morrer. Somos dois vendavais beijando a mesma aurora, Dois rios sem margens buscando o mesmo mar… E o tempo, ciumento, nos separa hora a hora, Mas não consegue o nosso incêndio apagar. Que venha a saudade com seu manto de neblina, Ainda assim teu nome será minha oração, Porque o amor, quando é eterno, não termina: Transforma-se em eternidade dentro do coração. Marilândia

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