COSTURANDO 11 DE JULHO
Jô Tauil ________________________ Das cinzas frias das tardes vencidas, como quem veste o silêncio de estrelas e faz do pranto um jardim de partidas. Erguia-nos a esperança, delicada, qual lírio branco beijando o luar; e a alma, de saudade iluminada, aprendia novamente a sonhar. Se a vida nos rasgava as vestes puras, bordávamos constelações na dor; fazíamos das noites mais escuras um relicário aceso pelo amor. Porque há destinos feitos de renascimentos, como aves que desafiam o infinito; e os ventos, com seus ásperos lamentos, não calam o coração quando é bendito. Sempre… Sempre nos erguia! E, afinal, até a ausência se curvava à luz; pois quem ama transforma o temporal na eterna primavera que seduz. Marilândia

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial