6 de setembro
“Roubando da efemeridade momentos de eternidade” Jô Tauil ________________________ Vou semeando estrelas na sombra do meu caminho, E guardo em cada lágrima uma saudade, Como quem guarda um amor junto ao peito, sozinho. Há noites em que a alma, silenciosa, Procura no in_finito aquilo que perdeu, E encontra uma esperança dolorosa Nas cinzas de um sonho que não morreu. A vida passa breve, in_quieta e fria, Como ave que não aceita permanecer, Mas eu roubo ao tempo um pouco de poesia Para que o coração não tenha de morrer. Amo tudo aquilo que se torna im_possível, Os beijos que o destino não deixou nascer, E essa loucura doce, in_compreensível De querer para sempre o que vai des_aparecer. Se tudo é pó, se tudo o vento leva, Que fique ao menos este ardente sentimento: Pois enquanto a minha alma ainda sonha e se eleva, Transformo um breve instante em e_terno momento. Marilândia

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