RETORNO À CASA DA POESIA
ONDE A ALMA REGRESSA EM POESIA Volto à Casa da Poesia, onde um dia Deixei meu coração, em desalinho, E encontro, entre os versos do caminho, A antiga flor da minha fantasia. Volto mais triste, e mais sonhadora, Com tantos sonhos presos na lembrança, Mas trago ainda a eterna confiança De quem nasceu para amar e ser aurora. Aqui, cada palavra me acarinha, Cada silêncio sabe o que eu sentia, E a solidão se faz menos sozinha. Retorno à casa onde a alma principia, Onde a dor se transforma em melodia, E a saudade em perfume de poesia. Que doce é regressar ao meu lugar, Onde até minhas lágrimas têm asas, E o coração, cansado de esperar, Reconhece o calor de antigas casas! Marilândia

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