“Que ainda encharca a alma em punhados.”
Jô Tauil
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Punhados de sonhos que se desfazem ao vento,
E deixa o coração em sofrimento
Com os beijos de amor desencontrados.
Teus olhos são dois astros magoados
Que choram lágrimas de sentimento;
E eu, perdida neste tormento,
Recolho os cacos dos meus pecados.
Nasci para amar com tal loucura
Que a dor se fez minha companheira;
E nesta sede de ternura,
Busco-te ainda, alma prisioneira,
Entre as sombras da noite escura,
Minha eterna e cruel quimera!...
Marilândia
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